quarta-feira, setembro 29, 2010

A atuação das mulheres na política do Brasil


Elisangela Carrenho

As mulheres compõem a maioria da população do Brasil, representando 40% da força de trabalho. No entanto, no cenário político, a realidade feminina não é tão cor-de-rosa. Apenas em 1928, a cidade de Lajes (RN) elegeu Luiza Alzira Soriano a primeira prefeita da América do Sul. Em 1988, Luiza Erundina foi eleita prefeita da maior capital do país, São Paulo. A primeira governadora seria eleita apenas em 1995. Roseana Sarney ganhou a eleição no Maranhão. Apenas dois dos estados mais populosos do País já elegeram governadoras: Rio de Janeiro, com Rosinha Garotinho, e Rio Grande do Sul, com Yeda Crusius.

Com esse cenário, as eleições 2010 são motivo de comemoração, no sentido de participação feminina na política. Pela primeira vez no Brasil, duas mulheres disputam a presidência da República e estão entre os principais candidatos: Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). Antes, Lívia Maria Pio de Abreu e Heloísa Helena concorreram à vaga do cargo mais importante da nação. Lívia tentou se eleger em 1989, alcançando o 17º lugar. Heloísa Helena participou da última eleição, em 2006, ficando no terceiro posto.

O fato é que a participação das mulheres cresce a cada ano no Brasil, mas ainda está muito abaixo do que a proporção homem/mulher no país supõe [o último Censo do IBGE aponta a população feminina maior que a do sexo oposto]. No caso da Câmara dos Deputados, em 184 anos de existência, nenhuma mulher nunca ocupou cargo titular na Mesa Diretora da Casa. Somos 45 em 513 deputados, o que significa 8% de representação feminina. No Senado, a situação é um pouco melhor — com 13%. Ainda assim, o percentual de mulheres na Câmara e Senado é um dos mais baixos da América Latina e, também, do mundo.

Em 1996, o Congresso Nacional instituiu o sistema de cotas na Legislação Eleitoral, que obrigava os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais. Em 1997, o sistema foi revisado e o mínimo passou a ser de 30%. Ainda assim, isso não ocorre na prática. É uma questão histórica: durante boa parte da história do País, as mulheres não tiveram cidadania plena, nem direitos civis.

Apenas em 1932, no governo de Getúlio Vargas, as mulheres passaram a ter o direito de votar. Ainda assim, o "benefício" só era concedido às mulheres casadas — com autorização do marido —, viúvas e solteiras com renda própria. A emancipação feminina só aconteceu em 1988 com a Constituição, que colocou no mesmo patamar homens e mulheres, que receberam os mesmos direitos e obrigações, sem qualquer tipo de distinção.

A nova lei eleitoral aprovada no Brasil [12.034/2009] determina, além da cota de 30% das vagas para candidatura feminina, a obrigatoriedade dos partidos políticos destinarem 5% do fundo partidário para a formação política das mulheres, e ainda a reserva de 10% do tempo de propaganda partidária em anos não-eleitorais para a promoção da participação da mulher.

Nota-se que a evolução da mulher no cenário político brasileiro é clara. Mas não é fácil mudar a atual realidade. Depende, e muito, da vontade feminina de driblar o machismo, usando como arma o diálogo, a compreensão e aproximação entre homens e mulheres para igualar essas diferenças.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Não maltrate a língua portuguesa!

Tony Claytom

O português é um dos mais belos idiomas do mundo. Mas apesar da beleza e da sonoridade, a língua portuguesa é motivo de tortura para muitos brasileiros.

Escrever o português correto não é tão simples como pode parecer, uma vez que suas diversas regras sempre acabam por nos confundir. Até hoje, muitos de nós ficam naquela dúvida: "aquela palavra é com s ou com z?"; “será que aqui entra uma vírgula ou não?”. Falando em vírgula, é preciso que haja o maior cuidado possível. Porque o risco de cometer um erro nesse sentido é muito grande.

Como estudante de jornalismo, devo ter o domínio da escrita e da leitura, uma vez que são as matérias primas para reportar com maestria uma peça jornalística. Mas como já dizia o saudoso Vicente Matheus, “quem está na chuva é para se queimar". Ao mesmo tempo, reflito sobre os acadêmicos de letras e filosofia. Ora, perto deles, meus dilemas ortográficos são reduzidos a pó.

Por isso, incessantemente lutarei e usarei este espaço de reflexão para que cada vez mais possa melhorar a qualidade, coerência e coesão dos meus textos. Desde já, agradeço à colaboração dos professores que pegam no meu pé por tão nobre causa, e ao eterno amigo e editor-chefe deste espaço, Fernando Silva, o guerreiro. Que com sua paciência e amizade está sempre revisando os textos deste humilde escriba.

Engraçado que há tempos tenho um projeto que pretendo tirar do papel chamado "Não maltrate o português", afinal ouvir por aí, “pobrema”, “cocrete”, “nós vai”, “nós fumo”, “talba”, ”malmita” e outros erros grotescos por aí, definitivamente, não dá.

Sendo assim, nos resta apenas estudar, ler e escrever, necessariamente nesta ordem, e buscar um lugar ao sol dos que tem o dom de escrever um bom texto.

E a vida vai a todo vapor!

Abraços a todos.

A lamentável morosidade dos órgãos públicos no Brasil


Tony Claytom


Por dois dias, vivemos a expectativa de ver aprovada da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal, mas houve um empate. Trata-se de uma lei importante para todos nessa época de eleição, já que essa seria a melhor forma de não nos depararmos novamente com os Rorizes, Barbalhos, Malufs e outros "nobres" candidatos no processo eleitoral.


Mas o que há é um empate. O povo já não mais aguenta tanta enrolação. No país da morosidade nos órgãos públicos, essa lentidão representa um verdadeiro inferno para o sofrido povo brasileiro. Claro, nada mais poderia se esperar do que um sonoro empate.

Como homem, cidadão e estudante, sinto-me ultrajado, mas o que mais esperar de alguém como Gilmar Mendes e todos que o acompanharam? O mesmo que liberou os presos da Operação Satiagraha da Polícia Federal e que protagonizou com um dos colegas um verdadeiro bate-boca no STF.

Portanto, deixo aqui registrado a minha profunda desolação com todos os órgãos que fazem com que os processos se arrastem durante muito tempo nas esferas jurídicas, aumentando ainda mais a espera por algo de interesse da população. Nessas polêmicas, sempre há alguém que vem lhe dizer: "É assim mesmo. Não adianta ficar revoltado. Ou muda você ou muda o mundo..."

Pois bem. Não sou de ficar "em cima do muro" e não vou mudar, e o mundo não mudará por minha causa. O que temos novamente? Um empate. Pense nisso.

Segue a vida...

Abraço

quinta-feira, setembro 23, 2010

Céu e inferno


Tony Claytom

Há algum tempo, percebo um certo embate entre o céu e o inferno. Falo aqui não somente do lado espiritual e religioso deste tema, mas também tudo que envolve tal questionamento. Senão, vejamos: quando crianças, aprendemos que o céu é o lugar dos justos e dos que aqui na terra não foram pecadores.

Pois bem, com o passar do sempre implacável tempo, acabamos por aprender que as coisas infelizmente nem sempre são bem assim. No atual panorama, se você refletir, chegará à conclusão de que para alcançar o reino da glória, temos de seguir por um longo, tortuoso e espinhoso caminho.

Por muitas vezes, um dos maiores pecados que cometemos é o da mentira, mas como a omissão e o ocultamento da verdade acaba por ser o “melhor caminho”, deixo aqui bem claro que não estou defendo a mentira e muito menos seus adeptos, mas como disse, por muitas vezes mentir se faz necessário.

Sem contar os que agem de má fé, que não tem boa conduta e outros tantos pecados de uma enorme lista que poderia citar aqui para vocês. Agora, percebam que são sete os pecados capitais. Qual deles não praticamos hoje em dia?

Ira: podemos até não desejar o mal a outras pessoas, mas você acredita que o mesmo não se aplica à sua pessoa? Já que no mundo atual, trilhar o caminho certo ou o caminho errado, tanto faz? Já que irão falar a seu respeito da mesma forma e quase sempre, falarão mal.

Soberba: há falta de amor e compaixão para com o próximo hoje em dia. Nos momentos atuais, se mata, se engana e se passa por cima do bom senso em nome do poder e do seu contentamento pessoal, afinal, que se o próximo.

Luxúria: dê dinheiro e poder a uma pessoa e terá a explicação desse pecado.

Enfim amigos, eu poderia passar horas aqui dissertando sobre esta questão ou sobre este embate, como queiram. Mas como este é um espaço de reflexão, fica a dúvida: de qual caminho estamos mais perto do céu ou do inferno? Claro que, por muitas vezes o caminho a seguir depende única e exclusivamente de nós mesmos. No entanto, muitas vezes também não é bem assim... Pensem nisso pois é vida que segue.

Abraço

quarta-feira, setembro 22, 2010

Precisamos evitar o fim

ELISANGELA CARRENHO

Nosso planeta caminha cada dia com mais rapidez para um desastre ambiental de grandes e irreversíveis proporções. E diante desse desastre iminente, nos perguntamos, talvez com a mesma rapidez: o que faremos para evitarmos esse temoroso fim?

Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e entretanto, a urgência em deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta acaba sendo esquecida, como evidenciam muitas de nossas atitudes.

Sim, porque, o que adianta fazermos campanhas, movimentos, alertarmos o MUNDO à nossa volta para um problema como este, se não começarmos a nos policiar? E quando digo “nos policiar”, me refiro às nossas atitudes, no nosso cotidiano, que por muitas vezes nos passam despercebidas, pois para que isso aconteça, teremos que travar uma batalha, contra hábitos enraizados em nossa cultura há anos, eu diria até milênios.

Hoje, o homem se encontra escravo de sua própria sorte; aliás, o ser humano caminha para a colheita do que tem plantado há tempos: descaso com o meio ambiente, destruição de florestas, poluição de lagos, rios, mares; contaminação do ar por poluentes e agrotóxicos, destruição da camada de ozônio, e por aí vai.

Sim, amigos, sabemos que o fim está próximo. Mas não conseguiremos reverter esse quadro, à não ser que tomemos ainda hoje uma atitude, uma postura contrária à da que estamos tendo desde que nos conhecemos por gente; o tempo urge, e com ele, necessitamos mudar, para que, juntos, cada qual fazendo sua parte, tenhamos a reversão de uma catástrofe ambiental, em nível mundial.

Que hoje, cada um de nós possa refletir sobre essa mudança; que com cada qual, fazendo sua parte, se caminhe para um mundo mais limpo, tanto na questão ambiental, como na formação de seres humanos mais conscientes e educados ecologicamente.

Uma pensata sobre a falta de bom senso na campanha eleitoral

Tony Claytom

Olá pessoal!

É como imenso prazer que me junto aos meus amigos e escrevo neste espaço de reflexão.

Pois bem. Para começar, gostaria de falar um pouco mais sobre o "inferno diário" chamado eleições. Vejam bem. Nestes dias que precedem o processo eleitoral, a nossa região é tomada por uma imensa poluição visual. Claro que os respectivos candidatos acham que estão agradando, mas ver tantas placas, banners e afins pelas ruas chega a nos causar stress. Sem contar a imensa distribuição de santinhos.

Só para dividir com vocês o que me aconteceu no último fim de semana. Minha mãe me pediu para levá-la uma festa de um amigo no último sábado. Chegando lá, eis que aparece um candidato a deputado. Sim, amigos. Nessa época, temos a impressão de que eles se multiplicam, pois estão por todos os lados.

Então o político veio conversar conosco, e é sempre aquele mesmo papo: "Meus caros amigos..." Tapinha nas costas e tudo mais, como se fossem velhos amigos nossos. Não satisfeito, o candidato distribuiu no mínimo 20 santinhos nas mãos de cada um de nós. Se levarmos em conta que estávamos em quatro, entre elas minha sobrinha de apenas dez anos e que sequer vota, fica difícil acreditar em alguém com tão nobres intenções.

Refleti sobre o assunto e indaguei a mim mesmo: "Para quê tanto santinho? Será que ele está pensando que serei cabo eleitoral dele?". Pois bem, o que acabo de relatar aqui, acontece todos os dias com várias pessoas, e nos mais variados lugares. Agora vejamos; Como alguém que sequer respeita a natureza e suja a cidade com milhares de papeis todos os dias, se diz representante do povo nos próximos quatro anos?

Finalmente, gostaria de falar sobre o pior dos infernos nessa época.  Os carros de som, a sujeira nas ruas, a poluição visual e também a poluição sonora. Onde tudo isso vai chegar? Se levarmos em conta que daqui a dez dias teremos eleições, e se todo esse dinheiro gasto em campanha vai literalmente para o lixo, porque não investir tais recursos em ações sociais? Seguramente, os mesmos candidatos seriam muito mais bem quistos por todos.

Pensem nisso, porque é vida que segue...

terça-feira, setembro 21, 2010

Acorda, Brasil!

Elisangela Carrenho

Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes.

Reclamava dos administradores das Sesmarias e das Capitanias Hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores.

Reclamava dos presidentes da Velha República e da República Velha, dos militares, de Sarney, de Collor, de Itamar, de FHC, reclama de Lula...

Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!

Logo teremos um novo presidente, novo governador, outros deputados... Ou os mesmos! Mas o povo vai continuar a reclamar. Sabe por quê?

Porque o problema não está nos deputados, senadores, presidente, governador, prefeito, funcionário. O problema está naquele que reclama: você e eu; nós!

O problema está no brasileiro. Afinal, o que se poderia esperar de um povo que sempre dá um jeitinho? Um povo que valoriza o esperto e não o sábio?

Um povo que aplaude o vencedor do Big Brother, mas não sabe o nome de um escritor brasileiro? Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia? Ri quando consegue puxar TV a cabo do vizinho?

O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade? Joga lixo na rua e reclama pela sujeira? O que esperar de um povo que não valoriza a leitura, que finge dormir quando um idoso entra no ônibus? Prioriza o carro ao pedestre? O que dizer de um povo que reclama pra receber do governo livro didático gratuito para o filho (a) e não vê que esse aluno (a) deixa os livros todos os dias em casa e vai para a escola perturbar a aula e prejudicar os que querem realmente estudar e aprender? O problema do Brasil não são os políticos; são os brasileiros! Os políticos não se elegeram; fomos nós que votamos neles. Político não faz concurso, ganha votos: o seu e o meu! Pense nisso!!!!